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3 de fevereiro de 2013
Enquanto isso na lanchonete
Sabe quando você acorda e o céu está lindinho e azul lá fora? E aí você se empolga e passa duas horas se arrumando (porque quer sair linda e combinando com aquele dia de sol maravilhoso do amor), pra descobrir na hora de sair que o tempo virou?
Sempre acontece comigo. Acontece de verdade, muita chuva nessa terra, mas claro, também acontece dessa forma metafórica que você pensou.
A vida é engraçada.
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Das vicissitudes da vida
10 de agosto de 2012
10 minutos para o fim do mundo
AVISO: contém spoiler indireto ao novo filme do Batman (talvez vocês nem percebessem se eu não tivesse avisado).
Quando eu ainda não terminei meu trabalho faltando 10 minutos pro fim do expediente, eu sei que não vai dar tempo. Independente do estágio em que eu esteja, eu aviso minha irmã que não precisa me esperar pra janta, compro um pacote de biscoitos de polvilho na máquina de snacks e me preparo emocionalmente pra - no mínimo - mais meia hora na firma.
Porque 10 minutos não servem pra nada. Não dá tempo de finalizar um design, salvar no formato correto, conferir com o líder do projeto, desligar o computador, juntar as coisas e ir embora. Pode parecer pouca coisa, mas cada uma dessas etapas toma aí uns 5 minutos (é, até desligar o computador). As únicas coisas que (dizem) se fazem em até 10 minutos são um miojo ou um filho. Ou até os dois. (eu não realmente não saberia confirmar, já que tenho quase 22 anos de muitos 10 minutos e pouca experiência com miojo ou filhos).
Mas de alguma forma, quando faltam 10 minutos para uma bomba explodir, o super-herói sempre consegue quebrar as correntes com que o aprisionaram, derrotar - desarmado - 50 bandidos, cruzar 3 continentes até onde a bomba está, resgatar em queda livre a moça que foi atirada do penhasco, salvar, no caminho, um ônibus escolar prestes a se chocar de frente com um caminhão tanque, beijar seu par romântico, andar despreocupadamente e com muito garbo até a bomba, rebocá-la em seu veículo voador, ser multado por excesso de velocidade enquanto pilota até o alto mar, ejetar seu assento segundos antes da explosão e terminar seus dias tomando piña colada em alguma praia paradisíaca do Caribe - com o par romântico que, de alguma forma, descobriu onde ele estava e chegou lá em (adivinhem!) 10 minutos.
Acho que, da próxima vez que eu ainda tiver trabalho pendente às 18h50*, vou simplesmente pular da cadeira, passar correndo por cima de duas ou três baias, gritar "não se preocupem comigo, apenas salvem suas vidas", me atirar da janela e ir pra casa.
*Sim, algumas pessoas trabalham até as 19h. É um mundo cruel.
Quando eu ainda não terminei meu trabalho faltando 10 minutos pro fim do expediente, eu sei que não vai dar tempo. Independente do estágio em que eu esteja, eu aviso minha irmã que não precisa me esperar pra janta, compro um pacote de biscoitos de polvilho na máquina de snacks e me preparo emocionalmente pra - no mínimo - mais meia hora na firma.
Porque 10 minutos não servem pra nada. Não dá tempo de finalizar um design, salvar no formato correto, conferir com o líder do projeto, desligar o computador, juntar as coisas e ir embora. Pode parecer pouca coisa, mas cada uma dessas etapas toma aí uns 5 minutos (é, até desligar o computador). As únicas coisas que (dizem) se fazem em até 10 minutos são um miojo ou um filho. Ou até os dois. (eu não realmente não saberia confirmar, já que tenho quase 22 anos de muitos 10 minutos e pouca experiência com miojo ou filhos).
Mas de alguma forma, quando faltam 10 minutos para uma bomba explodir, o super-herói sempre consegue quebrar as correntes com que o aprisionaram, derrotar - desarmado - 50 bandidos, cruzar 3 continentes até onde a bomba está, resgatar em queda livre a moça que foi atirada do penhasco, salvar, no caminho, um ônibus escolar prestes a se chocar de frente com um caminhão tanque, beijar seu par romântico, andar despreocupadamente e com muito garbo até a bomba, rebocá-la em seu veículo voador, ser multado por excesso de velocidade enquanto pilota até o alto mar, ejetar seu assento segundos antes da explosão e terminar seus dias tomando piña colada em alguma praia paradisíaca do Caribe - com o par romântico que, de alguma forma, descobriu onde ele estava e chegou lá em (adivinhem!) 10 minutos.
Acho que, da próxima vez que eu ainda tiver trabalho pendente às 18h50*, vou simplesmente pular da cadeira, passar correndo por cima de duas ou três baias, gritar "não se preocupem comigo, apenas salvem suas vidas", me atirar da janela e ir pra casa.
*Sim, algumas pessoas trabalham até as 19h. É um mundo cruel.
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16 de setembro de 2010
Bem me quer
Eu sei que ficamos um tempo sem postar, mas é que a equipe do Meia Mussarela Co. esteve em retiro espiritual no Tibet para balancear os chakras - vocês sabem como é. Felizmente, agora que eu estou em sintonia com meu eu interior, sinto que tenho propriedade para abordar aqui um assunto polêmico de extrema relevância para a sociedade atual: as simpatias ou crenças da adolescência.
Toda menina sabe que quando descobre o fecho do colar pra frente é porque tem alguém pensando nela. Sabe também que, quando tem um arrepio sem motivo aparente, deve pedir à pessoa mais próxima que diga um número de 1 a 26, e o número corresponde à primeira letra do nome do feliz indivíduo que lhe dedica seus pensamentos. Esses são conhecimentos básicos que não apresentam grandes mistérios, mas há um não acabar de controvérsias no que diz respeito à Crença do Relógio (e Deus sabe quantas tragédias já aconteceram por falta de uma sistematização dessa crença).
Em princípio, é simples: quando você surpreende no relógio um número em que todos os algarismos são iguais (00h00, 11h11 e 22h22) tem alguém pensando em você. Embora os mais ortodoxos só admitam essas 3 possibilidades de horário, a grande maioria das pessoas (ou pelo menos das meninas que ainda estão na escola) acrescentam à essa ínfima amostra os horários em que a primeira metade é igual à segunda (i. e. 14h14, 09h09 etc).
O que eu vim esclarecer hoje em caráter definitivo é o segredo que foi a mim confiado pelos monges tibetanos: seqüências numéricas (01h23, 12h34 e 23h45), bem como palíndromos* (12h21, 23h32 etc.) também são válidos. E mais: se alguém te perguntar as horas e você surpreender algum desses números, os pensamentos são direcionados ao questionador e não a você; espreitar o relógio à espera de um horário desses não vale; e principalmente, relógios analógicos, embora mais elegantes, jamais te proporcionarão a sublime alegria de receber os pensamentos de alguém.
Mas tomem cuidado com as falsas informações: fiquei sabendo da existência de extensas listas que afirmam conhecer o significado de cada horário e o conteúdo de seus respectivos pensamentos. Aí já é demais, né? Sou cética com essas coisas.
*Parece que existe um nome específico para indicar palíndromos numéricos: catraca, cacatua ou qualquer coisa que o valha... Tô pouco me lixando.
** A autora desse post afirma não ser supersticiosa, podendo passar tranquilamente debaixo de uma escada, atrás de um gato preto. Desde que Mercúrio não esteja retrógrado.
Toda menina sabe que quando descobre o fecho do colar pra frente é porque tem alguém pensando nela. Sabe também que, quando tem um arrepio sem motivo aparente, deve pedir à pessoa mais próxima que diga um número de 1 a 26, e o número corresponde à primeira letra do nome do feliz indivíduo que lhe dedica seus pensamentos. Esses são conhecimentos básicos que não apresentam grandes mistérios, mas há um não acabar de controvérsias no que diz respeito à Crença do Relógio (e Deus sabe quantas tragédias já aconteceram por falta de uma sistematização dessa crença).
Em princípio, é simples: quando você surpreende no relógio um número em que todos os algarismos são iguais (00h00, 11h11 e 22h22) tem alguém pensando em você. Embora os mais ortodoxos só admitam essas 3 possibilidades de horário, a grande maioria das pessoas (ou pelo menos das meninas que ainda estão na escola) acrescentam à essa ínfima amostra os horários em que a primeira metade é igual à segunda (i. e. 14h14, 09h09 etc).
O que eu vim esclarecer hoje em caráter definitivo é o segredo que foi a mim confiado pelos monges tibetanos: seqüências numéricas (01h23, 12h34 e 23h45), bem como palíndromos* (12h21, 23h32 etc.) também são válidos. E mais: se alguém te perguntar as horas e você surpreender algum desses números, os pensamentos são direcionados ao questionador e não a você; espreitar o relógio à espera de um horário desses não vale; e principalmente, relógios analógicos, embora mais elegantes, jamais te proporcionarão a sublime alegria de receber os pensamentos de alguém.
Mas tomem cuidado com as falsas informações: fiquei sabendo da existência de extensas listas que afirmam conhecer o significado de cada horário e o conteúdo de seus respectivos pensamentos. Aí já é demais, né? Sou cética com essas coisas.
*Parece que existe um nome específico para indicar palíndromos numéricos: catraca, cacatua ou qualquer coisa que o valha... Tô pouco me lixando.
** A autora desse post afirma não ser supersticiosa, podendo passar tranquilamente debaixo de uma escada, atrás de um gato preto. Desde que Mercúrio não esteja retrógrado.
5 de julho de 2010
Do brigadeiro à dominação mundial
Não existe muita margem pra errar um brigadeiro, mas parece-me que o meu nunca sai a contento. O brigadeiro dos outros é sempre mais gostoso. E isso não é nenhuma metáfora do tipo a-grama-do-vizinho, é a mais pura verdade. Um chimpanzé amestrado pode fazer um brigadeiro melhor que o meu. O MacGyver, munido apenas de um elástico e um chiquete, pode fazer um brigadeiro melhor que o meu. Você, caro leitor, provavelmente faz um brigadeiro muito melhor que o meu.
Não é que o meu brigadeiro seja ruim. Como eu disse no início do post, não existe muita margem pra errar um brigadeiro, e eu sou só uma cidadã comum, desprovida de poderes sobrenaturais que seriam compensados com uma (hipotética) extrema falta de habilidade culinária. O meu brigadeiro é gostoso, mas o dos outros é simplesmente... melhor.
Pensando muito sobre esse assunto, concluí que provavelmente existe uma conspiração mundial que, entre outros objetivos (como regulamentar a profissão de Personal iPoder), visa a sabotar o meu brigadeiro. O funcionamento é simples: todo mundo sabe que, além do leite condensado, chocolate e margarina, existe ainda um quarto ingrediente que garante o sabor inigualável dessa especiaria gastronômica. Todo mundo, menos eu (e, talvez, os croatas). É uma espécie de Show de Truman cujo principal intuito é impedir o meu sucesso no âmbito brigadeirístico.
Por isso eu vim aqui, hoje, fazer um apelo. Se existe alguém no mundo com culhões para combater esse esquema pérfido e me ensinar o segredo do brigadeiro, eu estarei atenta a abordagens sigilosas. Vocês sabem onde me encontrar.
28 de abril de 2010
As leis de Murphy aplicadas ao panorama da física do emaranhado quântico - Parte 1
Ando me sentindo muito culpada por essa onda de terremotos, atividades vulcânicas exacerbadas e coisas ruins acontecendo no mundo...E isso não tem nada a ver com ser ou não ser politicamente correta. Tem a ver com TPM. Talvez um pouco de astrologia (eu gosto de dizer que não acredito, mas dá uma alento poder culpar Plutão pelos seus problemas pessoais. Tipo...quando aquele namorado neurótico me infernizou a vida, foi porque Plutão fez a conjunção a saturno e estava no ponto médio entre ele e lua, enquanto Urano e Netuno se opuseram ao meu sol natal no mesmo periodo em que meu sol natal progredia a plutão marte e venus natal no descendente. Quer dizer...Tem como a pessoa ser feliz? Não tem. )
Ocorre que quando eu fico mau humorada, coisas ruins acontecem e quando coisas ruins acontecem eu fico mal humorada. Em 2009 por exemplo, várias pessoas morreram de gripe durante meu inferno astral.
Portanto agora meninos e meninas, tranquem seus filhos em casa, fechem as cortinas, tirem o telefone do gancho...( ha-ha-ha GANCHO. Perdi de novo.) porque eu tô bem chateada esses dias.
Tive que ir trabalhar em Cancún no sábado.
Choveu na sexta? Um pouco...Domingo? Quase nada...
Sábado? Primeiro o mundo caiu, os oceanos viraram todos uma coisa só (com aquela mancha de óleo charmosa indo pro México e tudo), os continentes desapareceram, daí veio Nóe, catou tudo os bichinho, embarcou num cruzeiro para as ilhas gregas e quem perdeu, perdeu.
Nisso descubro que no furor de entrar em casa com o portão quebrado na noite anterior, em uma hora sassaricando na frente daquela merda sem saber se pulava, se chacoalhava, se pedia um pé de cabra pro vizinho (o que acabei não fazendo pra evitar o mau exemplo) perdi meu cartãozinho fofo de vale transporte.
(É, eu uso. Não me envergonho, certo? Eu ando de ônibus merrmo (tô falando toda Giovanna Antonelli mexendo só o pescoço), e viva la revolución do proletariado! )
Daí que tá no fim do mês, eu tinha a grana toda contadinha pra comer no RU, já tava me penitenciando com aquela gororoba e pensando em que objeto de valor eu poderia leiloar no twitter pra conseguir comer por mais uma semana depois disso.
Mas tá, ainda tenho aquele cartão da Nissei, então bóra lá comprar a batatinha de 0,99 que engorda e faz crescer. Dessa vez a batata se voltou contra mim. Os displays, quase da minha altura, colocados bem no meio da farmácia, foram caindo e criando um belíssimo efeito dominó quando eu me virei para a prateleira de lenços umedecidos para higiene (e frescor) da região intíma. Então com um lenço de xereca numa mão e o saco de batata que sobrou na outra eu dei aquele sorrisinho pra todo mundo que estava me olhando e me coloquei a catar batatas do chão. Meu príncipe encantado, o moço-repositor-de-coisas-de-prateleiras-de-farmácia veio logo resgatar minha dignidade. Pena que no final da compra, no caixa, eu tive que passar pela cena do "ÔÔ WERSLEY, VÊ O PREÇO DESSES LENÇOS ÍNTIMOS P/ A MOÇA AQUI??"
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21 de abril de 2010
Os benefícios da gordura trans
A facilidade pra engordar, faz tempo, já não é genética.
Veja você que se consegue comprar na farmácia, com o cartão do convênio, com desconto em folha pro mês que vem e pela bagatela de 0,99 reais, um suculento e generoso pacotinho de batata frita.
Enquanto isso, vai comprar um pé de alface pra você ver...Tem toda aquela burocracia Kafkiana pra ser superada. Não vende na farmácia, não aceita o cartão do teu convênio, não paga no mês que vem...
No inverno, um pé de pica...no verão, liquefaz só de você olhar.. No mercado tem dia certo, nos outros fica tudo lá ao Deus dará, cheio de folha preta. E a alface americana minha filha, tá aí pela hora da morte. Agora quem é que pode, com a graça do senhor, emagrecer nesse mundo??
Isso tudo FORA O RISCO de um bicho qualquer, numa dessas leviandades da vida, invadir seu eu interior. Sim, porque quem se mete a comer essas coisas aí "saudáveis" está sujeito a contrair toda sorte de doença. E não teve até aquele cara que ficou com mal de Chagas tomando "Suco de bicho barbeiro" no caldo de cana um dia desses?
Comer carne crua: toxoplasmose. Ovos mal cozidos? Salmonela. (Salmonela aliás me lembra muito uma professora que eu tive...hihi) Palmito? Botulismo. Carne de porco: Tênia.
E não é só isso!! Não ligue ainda, pois ligando agora mesmo você leva, não um, não dois, mas TRÊS bélissimos pares de Cisticercose, que como bem me lembrou a dona Mussarela, é causada pela nossa querida Taenia Solium para decorar o seu cérebro.
Alface mata, sabia não?
Pois é amiga dona de casa....
Para ganhar, não diga alô.
Diga EU-QUERO-SER-SAUDÁVEL-MAS-NÃO-SEI-LAVAR-ALFACE e pronto.
26 de março de 2010
Dia das bruxas
Um dia como hoje, nos tempos de juventude da minha avó era definido como "iiiiiiii, hoje a bruxa tá solta heim?!"
Sabe quando você sai de casa, encontra pessoas na rua, no trabalho, no elevador e elas estão todas emanando aquela energia negativa que dá pra apalpar de tão densa? Quando dizem "vou passar na sala da DONA Maricota" dá pra perceber o ódio na entonação...
Se o teu horóscopo fosse esperto ESTE seria aquele dia em que ele te manda ficar em casa porque você está "em clima de introspecção e redescobrindo os pequenos prazeres de uma vida simples e caseira". Mas ele não é né? Então você já saiu...
Aí amiguinho...é fingir que nem notou e que seu dia está excelente pra não ficar pior pra você.
Grande lição do dia da bruxa: Seja do contra.
Seja feliz por um dia evitando grandes choques momentâneos e fazendo inimigos para a vida toda.
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25 de março de 2010
Grandes segredos da vida que o Globo Repórter não revela
Para alcançar a paz e não perder sua chance de chegar mais pertinho do nirvana (que não é aquela banda daqueles caras de camisa feia que depois enfim..) o segredo é:
Ser anti-social
(ai nova ortografia do cacete com essa "des-hifenização" que só serve pra confundir quem aprendeu a escrever em 1987, né?!)
Não é maldade nem nada, mas acompanha as vantagens.
Você evita todo tipo de transtorno parecendo uma pessoa desagradável e nada amigável.
Veja por exemplo quem é que as pessoas vão escolher para aqueles favores simples, coisas do dia-a-dia, no ombro de quem elas vão querer chorar, pra quem vão querer relatar seus dramas mais profundos...Pra você? Claro que não...
Vão falar com aquela sua amiga super simpática, aquela que nunca consegue fingir que está ocupada ou com aquele carinha que anda com você, mas que parece ser tão mais receptivo e bacana (em dada altura da conversa vão questionar como consegue andar com você).
Só nessa olha o tempo de vida que você economizou.
No ônibus? Na farmácia? Na fila do banco? Na-rua-na-chuva-na-fazenda-ou-numa-casinha-de-sapé? Você jamais será incomodado com conversas sobre o clima (Esfriou né? É. Acho que chove. Será? Pois é. Vi no Fantástico essa coisa Niña aí mexe tudo nas calota polar, aí já viu né...) ou sobre as últimas notícias do senado (Absurdo...o povo aí passando fome e esses senador tudo botando na poupança...Esse país é uma desordem..e esse Lula agora que não sabe nem falar...blá blá blá blá..As pessoas não sabem votar, o brasileiro é muito alienado, porque se fosse na França blá blá blá) Ah sabe?! Eu por acaso tenho cara de quem quer discutir se vai chover agora ou daqui a pouco?
Eu quero mais é que seu ralo entupa e você se afogue na pia.
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18 de março de 2010
My favorite things

Ultimamente eu só gosto de duas coisas. Salada de folhas e passear de ônibus.
Tem coisa melhor NESSA VIDA que pegar um ônibus bem cheio e sentir todo aquele calor humano? A vida é feita desses breves momentos mesmo...Aquele bouquet maravilhoso de odores que se misturam, compartilhar da intimidade das pessoas...Um bom ônibus é como um bom vinho...E além do mais a gente nunca se sente solitário.
Pois é filhinha. Tá carente?! Pega um ônibus. Quer arrumar um marido trabalhador? Olha aí a sua chance... Rico não tem né, mas também você é uma mulher moderna, independente, nem queria mesmo...
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