7 de agosto de 2012

Então eu tenho aí esse novo hobby de atirar coisas na parede para meu próprio deleite ao vê-las se estilhaçando...Telefones fixos ou celulares, copos (adoro copos), pratos e até objetos maiores, como bancadas (sabe aquela coisinha chata onde você acomoda seu teclado e aí tem que ficar puxando pra fora quando vai usar? Elas às vezes ficam tortas e emperradas até que um dia você se irrita e joga escada abaixo...) e cadeiras. Cadeiras são deveras sem graça porque nunca quebram mesmo. Ou talvez as nossas aqui sejam dessa excelente qualidade que me frustra.


Podem até me chamar de problemática, dizer que eu tenho atitudes destrutivas e violentas (para com os pobres objetozinhos indefesos óóó dó), mas arremessar coisas é um troço que relaxa. E a gente sabe que essa vida é estressante mesmo e que cada um tem seu truque pra descontrair. Uns cuidam do jardim, outros cozinham, alguns praticam esportes e outros quebram coisas.
E talvez ninguém entenda que, no meio de uma briga, quando você já não tem mais o que dizer e atira um qualquer-coisa-que-quebre na direção da pessoa não é por mal, nem pra assustar...Você está só tentando reassumir o controle de seus atos...Olha que coisa bonita que chega a ser uma atitude altruísta até. Sou sempre muito altruísta, sabe?! Está em mim. Não consigo evitar!

Lori, se você estiver lendo, diz aí, você que sabe das coisas, não é um problema sério, né? Tem gente que se auto flagela, gente que bate nos outros, pô...só um copinho ou dois.

4 de julho de 2011

Quarentona da internet

Lembra de quando você usava internet discada e não conseguia explicar pro seu pai por que precisava ficar mais de 3h online? Lembra de quando você esbanjava seu vocabulário jovem no mIRC e ria da escrita exageradamente formal do seu pai? Lembra de quando (pior ainda) seu pai tentava copiar as suas abreviações maneiras, o que resultava em frases estranhas e forçadas?

(se você não lembra de nada disso, saia daqui, esse post não é pra você)

Lembrando dessas coisas, fiquei chocada ao me dar conta de que: já sou uma quarentona da internet. Já não reino soberana nos ambientes virtuais, não assimilo facilmente as tendências da rede, não ajo com desenvolvura na world wild web. Eu sou meu pai.

Minha epifania começou quando eu conversava via Google Talk com um primo pré-adolescente, tendo sérias dificuldades para articular seus fragmentos de palavras sem pontuação em frases coerentes. Felizmente, ele era perfeitamente capaz de levar aquela conversa adiante sem minha contribuição. Mas quando ele disse "e qui do qui do qui do tragico ne" eu larguei as bets. Deitei o rei. Pendurei a chuteira. Não sei lidar com essa frase e, num mundo justo, nem deveria ser constrangida a lidar com ela. (mais tarde me explicaram que ele se referia a esse vídeo, quem iria imaginar)

A verdade é que eu não tenho mais paciência pra vídeos engraçadinhos de crianças tartamudeando ou travestis tartamudeano ou taumaturgos tartamudeando. Nada contra, acho ótimo, dou risada quando leio os memes no Twitter, mas não me interesso em ir atrás da fonte. Agarro-me às minhas referências antigas com unhas e dentes. Leila Lopes ainda é minha musa; tiopês, pra mim, ainda se escreve em "comofäs". Não espere de mim mais que um sorriso vago quando falar de Luisa Marilac (ou sabe Deus quem é a bola da vez agora).

Outra vibe que eu ainda não peguei é a do Facebook. Fiz meu perfil, aceito uma parte dos pedidos de amizade, mas não domino o protocolo social. Fico vexada de dar Like nas coisas - MAS O QUE É QUE AS PESSOAS VÃO PENSAR? Também num guento esses eventos. Não me entendam mal: não vou odiar ninguém por me convidar pra um evento. Mas quando foi que eles substituíram o convite pessoal? Desde quando é lícito enfiar a pessoa numa página do Facebook e jurar que tá tudo certo?

Claro que há casos e casos: em festas comerciais, marchas (tá usando fazer marcha) ou ocasiões em que o número de pessoas importa mais que a identidade, não tem problema. Mas olha só quando a coisa complica: a Marcinha, aquela menina do seu curso com quem você nunca trocou mais do que 2 palavras, faz um evento pro aniversário dela e convida todos os amigos. Você, por uma artimanha sórdida do destino, está entre os amigos dela. Você não quer ir à festa e sabe que ela não te quer lá, mas é de bom-tom declarar Not Attending? A mim parece uma rejeição muito ostensiva.

Talvez vocês saibam lidar com isso com naturalidade. Eu, nos meus melindres de quarentona, não sei.

17 de março de 2011

Apagando as velinhas

Com céu cinza e vento gelado, esse seria apenas um dia comum na capital paranaense, não fosse um evento que está agitando a web. O badalado blog Meia Mussarela, administrado pelas jovens Nayara Gonzalez e Juliana Machado, completa hoje um ano de textos espirituosos e muito sucesso.

“O mais gratificante é ver nosso trabalho reconhecido”, diz Nayara, que além de blogueira é formanda de Design na Universidade Federal do Paraná. Vinda da bela Cidade Canção, ela descobriu em Curitiba um inesperado ambiente hospitaleiro. “As pessoas me páram na rua por causa do blog. Nunca pensei que me tornaria uma celebridade da internet (risos) ”.

Sua colega de classe, a artista plástica Juliana, estranha um pouco o assédio dos fãs. “Sempre fui uma pessoa reservada, nunca imaginei que o blog alcançaria essas proporções”. Animada, ela já pretende se dedicar a outros projetos. “Gosto de fazer uma coisinha aqui e outra ali... já fiz curso de desenho, corte e costura, encadernação, ikebana, culinária, patchwork, scrapbook, astronomia, malabarismo, yoga e feng shui. Mato um leão por dia.”

Questionadas sobre a comemoração, ambas afirmam categoricamente que não querem muito agito. “Tenho um chalé na saída da cidade, vamos dar uma festinha intimista só pros amigos mais próximos. Não são mais que 150 convidados, e dispensamos até os garçons pra dar um clima mais informal”, nos conta Juliana.

Aproveitando o mote da data – St. Patrick’s Day – elas adiantam que a recepção será temática. O buffet servirá os principais pratos da culinária irlandesa: trevos e leprechauns.

Resta saber agora quem serão os convidados, certamente a nata da high society curitibana. Eu já recebi meu convite, e você?

13 de fevereiro de 2011

Corro demais só pra te ver

Tem gente que gosta de correr, né. Diz que é relaxante (???), um momento pra estar a sós consigo mesmo, pra organizar as ideias. Já li até uma crônica do Fernando Sabino sobre como correr estimula a criatividade.

Criatividade MY ASS. Organizar as ideias? A única coisa em que eu consigo pensar quando tô correndo é em correr. Penso em como minhas pernas estão pesadas e meus pés doem e meu coração tá preso na garganta e eu quero tossir meus pulmões pra fora. Penso "vamos lá, Nayara, só mais um pouquinho. Só passa aquele senhor ali pra ele ver que você é melhor que ele. Isso, agora continua pra sumir de vista. Você consegue, vamos lá".

Claro que o Passeio Público, onde eu corro, não tem tanto glamour quanto, sei lá, o calçadão de Copacabana. Mas me arrisco a pensar que, independente do nível de luxo e paganismo envolvidos, eu sentiria a mesma coisa.

Passei 4 meses em 2010 correndo 3 vezes por semana, e não consegui merda de condicionamento físico nenhum. Cada dia era como se eu estivesse começando do zero. Aí que esse ano comecei a fazer natação (plano Verão Sem Canga 2012, participe você também!) e depois de 3 semanas já estou correndo como uma queniana! Natação: recomendo FORTEMENTE.

E um dia desses tava almoçando num restaurante com uma linda vista do Passeio Público, e olhando distraidamente pras árvores vi... um macaco! Não um simpático sagüizinho ou um inofensivo macaco-prego (ok, eu sei que macacos-prego não são inofensivos), mas um macaco GRANDE MARROM E PELUDO. Solto.

Agora vê lá se eu tenho que lidar com isso: além dos pulmões sendo expelidos do meu corpo via oral, da falta de mar e de glamour, dos ratos do tamanho do meu pé e aves que podem dar uma de Hitchcock pra cima de mim A QUALQUER MOMENTO, ainda tenho que ficar atenta a macacos GRANDES MARRONS E PELUDOS que esperam na surdina pra atacar corredores desavisados.

E ainda tem gente que gosta de correr.

26 de novembro de 2010

Mafalda e Susanita

-Mais de uma vez já me perguntei como podemos ser amigas sendo tão diferentes.
-Bom, é preciso admitir que às vezes nos damos bem, e talvez por isso é que somos amigas.
-Sim, claro, mas e quando você fica estúpida?
-E você louca?
-E você imbecil?
-E você cretina?
-Como podemos ser amigas se não nos aguentamos?
-Sei lá eu! Mas em vez de não aguentar um estranho... o que eu posso dizer... prefiro não aguentar você a vida toda.

(Quino)

16 de setembro de 2010

Bem me quer

Eu sei que ficamos um tempo sem postar, mas é que a equipe do Meia Mussarela Co. esteve em retiro espiritual no Tibet para balancear os chakras - vocês sabem como é. Felizmente, agora que eu estou em sintonia com meu eu interior, sinto que tenho propriedade para abordar aqui um assunto polêmico de extrema relevância para a sociedade atual: as simpatias ou crenças da adolescência.


Toda menina sabe que quando descobre o fecho do colar pra frente é porque tem alguém pensando nela. Sabe também que, quando tem um arrepio sem motivo aparente, deve pedir à pessoa mais próxima que diga um número de 1 a 26, e o número corresponde à primeira letra do nome do feliz indivíduo que lhe dedica seus pensamentos. Esses são conhecimentos básicos que não apresentam grandes mistérios, mas há um não acabar de controvérsias no que diz respeito à Crença do Relógio (e Deus sabe quantas tragédias já aconteceram por falta de uma sistematização dessa crença).
Em princípio, é simples: quando você surpreende no relógio um número em que todos os algarismos são iguais (00h00, 11h11 e 22h22) tem alguém pensando em você. Embora os mais ortodoxos só admitam essas 3 possibilidades de horário, a grande maioria das pessoas (ou pelo menos das meninas que ainda estão na escola) acrescentam à essa ínfima amostra os horários em que a primeira metade é igual à segunda (i. e. 14h14, 09h09 etc).

O que eu vim esclarecer hoje em caráter definitivo é o segredo que foi a mim confiado pelos monges tibetanos: seqüências numéricas (01h23, 12h34 e 23h45), bem como palíndromos* (12h21, 23h32 etc.) também são válidos. E mais: se alguém te perguntar as horas e você surpreender algum desses números, os pensamentos são direcionados ao questionador e não a você; espreitar o relógio à espera de um horário desses não vale; e principalmente, relógios analógicos, embora mais elegantes, jamais te proporcionarão a sublime alegria de receber os pensamentos de alguém.
Mas tomem cuidado com as falsas informações: fiquei sabendo da existência de extensas listas que afirmam conhecer o significado de cada horário e o conteúdo de seus respectivos pensamentos. Aí já é demais, né? Sou cética com essas coisas.


*Parece que existe um nome específico para indicar palíndromos numéricos: catraca, cacatua ou qualquer coisa que o valha... Tô pouco me lixando.
** A autora desse post afirma não ser supersticiosa, podendo passar tranquilamente debaixo de uma escada, atrás de um gato preto. Desde que Mercúrio não esteja retrógrado.

22 de julho de 2010

Tá tu-do-e-rra-do

Vamos esclarecer uma coisa? Uma vez que um material passa pela revisão e é aprovado, nenhum erro que seja descoberto depois é culpa do designer.

Porque eu sou uma pessoa calma e adorável (ah vá), mas algumas situações me deixam extremamente puta. Por exemplo:

Você entrega um material com antecedência e diz "tá pronto, vê se tá ok que eu vou imprimir". Aí a pessoa que pediu dá uma olhada assim por cima e diz "tá tudo certo, pode rodar".

Então um belo dia você chega no trabalho no seu horário normal e encontra o material na sua mesa, todo rabiscado, 5 e-mails novos na sua caixa de entrada e um recado de que essa pessoa tá te procurando porque OLHAQUANTOSERROSTEMAQUICOMONÓSVAMOSENTREGARUMMATERIALDESSES? e quanto tempo você tem pra corrigir? 5 minutos, porque na verdade o evento já começou de manhã e você deveria ter corrigido isso antes.

Agora me diz: a culpa é do designer?